quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Envelhecer com saúde é a melhor opção para a longevidade.



Atividades em grupo ajudam o idoso a manter uma relação de socialização, principalmente quando queremos trabalhar a inter-geracionalidade, onde idosos, jovens ou crianças podem estar trocando experiências de um bom viver, precisamos viver com qualidade de vida, repassando para as novas gerações saberes que se perpetuam através dos tempos. Precisamos ajudar os idosos a se manterem com autonomia e independência por longo tempo.
Sandra Almeida


Durante grande parte de sua vida, o ser humano busca conhecimentos, relacionamentos e conquistas profissionais e pessoais. Mas, ao chegar a uma certa idade, ele passa a ter que se adequar a novas atividades, rotinas que, antes, pareciam ser mais fáceis de manter. É nesse momento que é preciso atenção especial para garantir uma vida ativa e um envelhecimento saudável.
            O Brasil, hoje, apresenta uma contagem de aproximadamente 21 milhões de idosos (pessoas com idade igual ou superior a 60 anos). Em 2025, esse número deverá alcançar 32 milhões, quando o país ocupará o sexto lugar no mundo em população idosa. Já em 2050, o percentual de pessoas na terceira idade será igual ou superior ao de crianças de 0 a 14 anos, segundo dados do IBGE.
            Apesar de espantosos, os números não demonstram uma  sociedade que se tornará velha, mas sim, a certeza de um país que deverá trabalhar cada vez mais para dar um grande “salto” em sua visão do que é envelhecer. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já comemora a adoção do termo “envelhecimento ativo”, que refere-se à participação contínua dos idosos nas questões sociais, econômicas, culturais, espirituais e civis, e não somente à capacidade de estar fisicamente ativo ou de fazer parte da força de trabalho. Apesar dos novos conceitos, garantir qualidade de vida aos já experientes tem início com eles mesmos, nas ações do dia a dia.
            Para a Gerontológa e colunista do site Paula Bissoli, quando pensamos em “envelhecer bem” devemos nos atentar ao fato de que não há uma receita única, pois é preciso incluir nesse pensamento a idéia de que o processo de envelhecimento é heterogêneo, ou seja, cada pessoa mantém uma vida diferente da outra, com hábitos distintos que influenciam na saúde. “Uma velhice bem sucedida, levando em consideração a heterogeneidade biológica e social, pode resultar de hábitos saudáveis, o que inclui prática de atividades físicas, alimentação equilibrada, envolvimento ativo com a vida e boas relações pessoais”, explica a profissional.
            Pensando em manter a saúde, a Sra. Ivanilde Dias Camelo Soares procura  inserir em sua alimentação, que muitas vezes inclui os salgados fritos que vende, as frutas. “Eu gosto delas [frutas] e estou sempre comendo algumas por dia, pois ajudam a hidratar e fazem bem”, conta.

Cuidados de toda uma vida
         Ao envelhecer, é comum se esperar alguns indicadores desse processo, tais como mudanças na aparência e déficits sensoriais. Junto a eles também são associadas algumas doenças, como as cardiovasculares, demências senil (como, por exemplo, o Alzheimer), doenças neurológicas e certos tipos de câncer. “Nossa resistência ao frio e ao calor são diminuídas, assim como a força e a mobilidade, além de ocorreram perdas psicomotoras que se relacionam à capacidade de aprendizagem, a memória e à inteligência”, conta  Bissoli.
            Para ajudar a evitar esses “sintomas”, outra vez entram em cena os cuidados tomados durante toda a vida, como a prática de atividades físicas, a alimentação saudável, a proteção contra os raios solares e até fatores de personalidade, como o bom humor. Já algumas dessas mudanças são inevitáveis, pois derivam de programações genéticas.

Atividades físicas e em grupo 
            Quem nunca se divertiu correndo atrás de uma bola ou batendo papo com os amigos? Os momentos alegres com certeza animaram seu dia e garantiram boas risadas. E por que não repetir as ações quando se chega à terceira idade?
            As atividades físicas, além de serem prazerosas também auxiliam na saúde. “Se levarmos em consideração que o processo de envelhecimento é progressivo e que afeta as capacidades energéticas (metabolismo, circulação e respiração), assim como a diminuição da força, mobilidade e resistência, a atividade física é capaz de contribuir para a manutenção fisiológica e para o funcionamento normal físico e psicológico das pessoas, além de ser uma prática que estimula o contato interpessoal dos Idosos”, explica a Gerontológa. No entanto, a profissional alerta que é preciso avaliar cada idoso individualmente antes da prática, considerando seus objetivos, capacidades e limitações.
            As relações de amizade podem, e devem, ser incorporadas na rotina dos idosos. As atividades em grupo, por exemplo, fazem com que eles consigam transmitir sua herança cultural, através de autobiografias (narrativas pessoais), usufruindo da oportunidade de falar do passado, sem cobranças típicas da vida adulta. “Falar do passado pode funcionar como um mecanismo de ativação cognitiva, ou seja, nos permite manter a memória sempre ativa além de proporcionar prazer, alívio e conforto, melhorando a autoestima de muitos idosos”, afirma Bissoli. Além disso, os grupos aumentam os contatos, a integração e o reconhecimento social deles.
            Para a Sra. Iolanda Silveira Camargo, que há três anos participa do Grupo da Melhor Idade de Itu, a interação com outros idosos traz felicidade e aprendizados, além de ser uma ótima maneira de distrair a mente. “Eu não participo de todas as atividades, mas sempre que vou até lá volto feliz. Todos gostam de mim”, conta.

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